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  • George Martins

SLOW HOME - Ou como viver bem numa época turbulenta

Slow não significa fazer tudo num passo de lesma; significa sim, trabalhar, divertirse e viver melhor, fazendo as coisas numa velocidade correta e saudável. O Slow Home e Slow Design são tendências de comportamento que tomaram seus nomes emprestados do movimento Slow Food, que surgiu como uma reação à indústria de alimentos processados. A expansão das cidades tem sido como o fast-food; padronizada, homogênea e com muito desperdício, contribuindo para um estilo de vida frenético, que faz mal às pessoas e ao meio-ambiente. Da mesma maneira que o movimento Slow Food nos propõe escolher com critério os alimentos que ingerimos, para que nos tornem mais saudáveis e que sejam produzidos de uma maneira sustentável o Slow Home e o Slow Design nos sugerem melhorar a qualidade da forma como vivemos agora e no futuro, através da escolha consciente e correta de onde vamos morar e dos objetos que traremos para dentro de nossas casas. O Slow Home é baseado em três princípios fundamentais: Proximidade, Simplicidade e Leveza.


Proximidade; Procurarmos viver o mais próximo possível de nossos locais de trabalho. Isso reduz a nossa contribuição para a emissão de gases tóxicos na atmosfera e nos dá mais tempo para fazer as coisas que gostamos. Significa também viver numa comunidade onde lojas, escolas, parques e outros serviços sejam facilmente acessíveis a pé ou de bicicleta.


Simplicidade; Tentarmos viver numa casa que realmente se adapte aos nossos estilos de vida. Moradias com um “lay-out” bem organizado, que tenham ambientes com muita luz natural e contato com o exterior podem tornar as nossas vidas mais fáceis e deixa-las menos ocupadas, sem uma grande quantidade de tempo, esforço e espaço desperdiçados. Simplicidade também significa garantir, que não adicionemos estresse extra para as nossas vidas com uma casa além da que realmente necessitamos.


Leveza; Significa escolhermos viver em casas que tenham um menor impacto ambiental aumentando sua eficiência energética e a redução das emissões prejudiciais para nós e para o meio-ambiente. Significa produzirmos casas e objetos com materiais certificados, provenientes de fontes de recursos renováveis.


O movimento Slow Home vem buscando conscientizar-nos a criar bairros e casas saudáveis. Um lugar vibrante que eleve nosso espírito e ajuste-se com graciosidade as nossas necessidades. Apela para o fim das más construções, do mau design, do marketing enganoso, das práticas desleais de empréstimos e de negligências ambientais no sector da habitação. Sugere que reconheçamos a nossa responsabilidade coletiva para criar PROXIMIDADE, SIMPLICIDADE E LEVEZA nos lugares em que vivemos, para que deixemos um legado positivo às gerações que virão.



George Martins. Arquiteto e Urbanista Especialista em construções sustentáveis é autor dos projetos das Lojas M.AÇAÍ.X

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